sábado, 14 de dezembro de 2013



“A ansiedade é o mal do século. Vivemos na velocidade da luz e somos feitos de carne, osso e sentimentos banalizados. Agimos e falamos sem pensar sempre em causa própria. A sociedade se resume à um bando de narcisistas medíocres, incapazes de reconhecer o bem comum. As pessoas estão loucas, perdidas, se conectam e desconectam no ritmo brega funk, fazem juras de amor pelo youtube, amores de um dia, alguns minutos ou quem sabe alguns segundos, enquanto o vídeo dure. Buscam algo que nem elas mesmas sabem o que significa, uma eterna tentativa de ser melhor, fazer melhor. Melhor de que? Melhor pra que? Pra quem? Porque repetir é muito mais fácil do que refletir e criar. Afinal onde estão os poetas, os amantes, os meninos de bom coração? E você, saberia me responder onde foi que se escondeu a sua poesia? Eu me sinto exausta perante o mundo e tenho caminhado em sentido contrário, vou ao encontro do meu intimo, da minha calma, do meu blues caetaneado. Eu não quero me encaixar em nenhum grupo, minha carteira de identidade eu guardei, eu não sou nada e nem pretendo provar absolutamente nada pra ninguém. Hoje eu quero me ater ao mínimo, aos detalhes, as nuances perdidas, ao prazer tímido e fresco. Estou farta de tantas referências e princípios que não condizem com o que eu sou capaz de enxergar e engessam o meu futuro ignorando minha tendência humanista cética. Algumas pessoas dizem que estou louca, que vejo coisas que nem existem, que são as drogas, o álcool ou essa mania de escrever e ironizar a vida, versificar o último gole da garrafa antes de morrer todos os dias. Eu só sei que é isto que me salva, que me infinita e me mantem viva.”
— Elisa Bartlett 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Nesse momento, eu poderia ter um cigarro acesso em mãos, e chorando por alguém. Chorar por alguém é horrível. Mas quando as pessoas sofrem muito pelas outras, acabam quase que sem querer, se tornando frias. É um modo de se proteger. E aprendendo a se desapegar facilmente e a não se apegar com facilidade. Seja fria!!! apenda a mentir,e mentir muito bem. Aprenda  a nao amar(pelo menos pessoas) aprenda a namorar,andar de maos dadas,beijar e transar sem amor. Aprenda a dizer que ama mesmo nao amando;ciente que esta iludindo alguem.E deixe que a pessoa saiba disso,mas faça ela corrrer atrasa de voce. Acho que nunca conseguirei ser como esse tipo de pessoa, ou talvez, apenas TALVEZ, eu aprenda com o tempo, ou com alguem. 
Experimentei uma sensaçao nova, e eu gostei muito. Foi tipo comer chocolate pela primeira vez.
Fui em uma festa, aniversario de um amigo, fui com meu namorado, e os meninos da festa começaram a andar de skate. Minha amiga queria que eu ficasse la com ela o tempo todo, mas nao era isso que eu queria, eu queria andar de skate, entao eu levei como uma brincadeira, chamei um garoto legal que eu conheci, e pedi pra que ele me ensinasse a andar. Ele pegou em minhas maos, e me colocou em cima de seu skate, eu nunca tinha andado... e aos poucos, com muita paciencia, ele foi me ensinando como se faz... e logo que subi, ouvi a minha amiga gritando do outro lado da rua "Jessica, EU TE MATO!!" eu olhei pra ela, sorri, e respondi "eu te amo". Sai da festa conseguindo andar um pouquinho de skate, coisa que eu nao sabia, e bem, foi uam das melhores sensaçoes que eu ja senti. E me pergunto: Quantas coisas maravilhosas eu ja perdi, so porque eu estava ocupada fazendo o que os outros queriam que eu fizesse?  Talvez agora eu devesse aprender, a começar a fazer mais o que eu gosto, e nao ter vergonha de conversar com os outros, ou de me divertir com eles, por pensar estar fazendo algo errado. Eu tambem deveria aprender a guardar a minha vida. Todos sabem de tudo sobre mim, sou um livro aberto, isso por um tempo ate me pareceu bom, mas agora posso dizer que nao e´. Gostaria de poder sair acompanhada de varios grupos diferentes de amigos, em noites diferentes, pra me divertir, ou dormir com um amigo meu e ir embora, antes dele acordar. Aprender a me desapegar tanto das pessoas e aprender, que elas tem que aprender a se cuidar sozinhas. Elas nao sao mais crianças, e vao ficar bem sem mim.